terça-feira, 8 de setembro de 2009

Eu Nunca Te Amei Idiota

Aquele dia eu estive lá... quase uma espectadora do teatro intitulado "pobre-moço-entregadordetinta". Um teatro de dar sono em criancinha e nojo em adultos. Eu ria num misto de nervoso e ironia... e aos poucos uma música foi habitando todos os poros e aumentando de intensidade. EU NUNCA TE AMEI, IDIOTA!

Eu Nunca Te Amei Idiota

Ana Carolina

As coisas mudam
E eu espero
Que nada aconteça
Mas sempre acontece
Toda vez
Que eu perco a cabeça...

Eu digo frases que parecem
Ter saído de uma novela
E de repente lá se vai a TV
He!
Pela janela...

Eu nunca te amei idiota
Eu nunca te amei
Lá Rárárárá
Eu nunca te amei idiota
Eu nunca te amei
Lá Rárárárá...

Cinzeiros voando
Livros rasgados
Discos quebrados no chão
Desta vez é pra sempre
Até!
Alguém implorar por perdão...

Eu escondi seu retrato
Embaixo do meu travesseiro
He!
Vá embora, quebre a cara
Eu queimei seu dinheiro...

Eu nunca te amei idiota
Eu nunca te amei
Lá Rárárárá
Eu nunca te amei idiota
Eu nunca te amei
Lá Rárárárá...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Não Vá Embora

Por isso não vá embora!!!

Não Vá Embora

Composição: Arnaldo Antunes / Marisa Monte

E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida

Eu podia ficar feio só perdido
Mas com você eu fico muito mais bonito
Mais esperto
E podia estar tudo agora dando errado pra mim
Mas com você dá certo

Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais

Eu podia estar sofrendo caído por aí
Mas com você eu fico muito mais feliz
Mais desperto
Eu podia estar agora sem você
Mas eu não quero, não quero

Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Brilha Onde Estiver

Em dias cinzentos algumas músicas soam como uma canção de ninar...
O meu calmante predileto:

Brilha Onde Estiver

O Teatro Mágico

Não há de ser nada, pois sei que a madrugada acaba, quando a lua se põe
O abraço de um vampiro é o sorriso de um amigo e mais nada
Não há de ser nada, pois sei que a madrugada acaba, quando a lua se põe
A estrela que eu escolhi não cumpriu com o que eu pedi
e hoje não a encontrei
Pois caiu no mar, e se apagou
Se souber nadar, faça-me o favor
O milagre que esperei nunca me aconteceu
Quem sabe só você
Pra trazer o que já é meu

Brilha onde estiver
Faz da lágrima o sangue que nos deixa de pé

terça-feira, 14 de julho de 2009

Sampa [JUIZ DE FORA]

Eu aprendi depressa a chamar-te de realidade...

sim, foi o avesso do avesso do avesso do avesso...

mas, hoje, alguma coisa acontece no meu coração que só quando cruzo
a RIO BRANCO E A AVENIDA INDEPENDÊNCIA.

Sensação de casa, aconchego, tranquilidade e o meu diploma de coragem debaixo dos braços!

Depois de um difícil começo... eu vejo surgir poesia!



Sampa

Composição: Caetano Veloso

Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas

Ainda não havia para mim Rita Lee, a tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi
De mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E a mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes

E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho feliz de cidade
Aprende de pressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos e espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva

Panaméricas de áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo Quilombo de Zumbi
E os novos baianos te podem curtir numa boa
E novos baianos passeiam na tua garoa.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Falando sério




FALANDO SÉRIO...
sem olhos...
sem promessas...
sem cicatrizes...
sem medo...
sem planos...
sem sofrimento...
sem vc...
bom, sem vc...
e eu? vc não sabe...
eu tô feliz!!!
sem a vida inteira pra me arrepender!

sábado, 16 de maio de 2009

Índios

Na história da Bruxa Onilda ela nos apresenta seu namorado... ele é tão atrapalhado quanto ela... acho até que mais... porque seu maior poder é o de transformar ouro em pedra!
É... às vezes, muitas vezes! é exatamente assim que me sinto... poderosa às avessas!

Índios
Legião Urbana
Composição: Renato Russo

Quem me dera
Ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro
Que entreguei a quem
Conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora
Até o que eu não tinha
Quem me dera
Ao menos uma vez
Esquecer que acreditei
Que era por brincadeira
Que se cortava sempre
Um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda
Quem me dera
Ao menos uma vez
Explicar o que ninguém
Consegue entender
Que o que aconteceu
Ainda está por vir
E o futuro não é mais
Como era antigamente.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Provar que quem tem mais
Do que precisa ter
Quase sempre se convence
Que não tem o bastante
Fala demais
Por não ter nada a dizer.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Entender como um só Deus
Ao mesmo tempo é três
Esse mesmo Deus
Foi morto por vocês
Sua maldade, então
Deixaram Deus tão triste.
Eu quis o perigo
E até sangrei sozinho
Entenda!
Assim pude trazer
Você de volta pra mim
Quando descobri
Que é sempre só você
Que me entende
Do iní­cio ao fim.
E é só você que tem
A cura do meu vício
De insistir nessa saudade
Que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Acreditar por um instante
Em tudo que existe
E acreditar
Que o mundo é perfeito
Que todas as pessoas
São felizes...
Quem me dera
Ao menos uma vez
Fazer com que o mundo
Saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz
Ao menos, obrigado.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado
Por ser inocente.
Eu quis o perigo
E até sangrei sozinho
Entenda!Assim pude trazer
Você de volta pra mim
Quando descobri
Que é sempre só você
Que me entende
Do início ao fim.
E é só você que tem
A cura pro meu vício
De insistir nessa saudade
Que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Nos deram espelhos
E vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Separô (depois de algum tempo, nova versão, parte II)

Posso ser quase-tudo nessa vida: confusa e decidida, alegre e triste, calada e falante, amorosa e debochada, amiga e má, mulher e menina, segura e ciumenta... e por aí vai... mas há uma coisa que não tem variado...
desde sempre "eu sinto que sou um tanto bem maior" e sinceramente, independente de tudo, "iria só até o fim... daria tudo e mais um pouco de mim!"...

Foi com essa última música que comecei essa semana preguiçosa me sentindo bastante animada! Terminando trabalhos pendentes e falando com as pessoas que me interessam...!
Animada especialmente - é claro!!!- pq sei q no finzinho da semana tem Teatro Mágico na minha vida...
... na minha vida: amor, poesia, escrita, teatro, magia, amizade... chega logo sexta-feira!!!


Iria só até o fim
Daria tudo e mais um pouco de mim


Separô

O Teatro Mágico

Composição: Fernando Anitelli

Separô toda a minha correria
Separô o joio do trigo e da padaria
Separô diante de mim quando minha tristeza era parte do dia
Separô Dona Beleza de Dona Maria

Separô o que não restava do que já não tinha
Separô diante minha palavra e se fez poesia
Separô pra ouvir meu protesto, meu gesto que - incerto - talvez não faria Separô o silêncio da dor me trazendo alegria

Separô pra pensar no que a gente faria
se não houvesse a poesia,
se não restasse farinha pro nosso pão!

Iria só até o fim
Daria tudo e mais um pouco de mim
Separa um tanto que o outro eu te dou

Separa a chuva pra continuar flor!